O artigo (em inglês) da BusinessWeek detalhando a criação e operação da Direct Revenue foi recomendado por diversos sites que lemos por aqui (e inclusive postado duas vezes no Slashdot). Não é por menos: a Direct Revenue é conhecida de muitos desde que seu adware Aurora causou dores de cabeça para qualquer usuário ou técnico que tentasse limpar uma máquina infectada.

Em abril, a companhia foi processada pelo procurador geral de Nova York. O artigo da BusinessWeek foi escrito com base nos documentos do processo, que revelam que a empresa fazia qualquer coisa, mesmo que ilegal, para que os usuários fossem infectados pelo seu software. A companhia também roubava dos seus anunciantes, exibindo anúncios quando o usuário já estava no site do anunciante, o que tornava o anúncio redundante e desnecessário.

Entre as diversas surpresas do artigo estão o fato de que a Vonage, uma empresa de serviços VoIP com faturamento de 270 milhões de dólares/ano, é um dos maiores clientes da Direct Revenue, e que o Aurora também infectou o diretor da Technology Investment Capital Corp, empresa que investiu mais de 6 milhões de dólares na companhia.

O time de “Dark Arts” (Artes Negras) da Direct Revenue, além de desenvolver métodos que dificultavam a remoção do software, também desenvolvia “torpedos” que destruíam adwares de concorrentes e, portanto, travava uma batalha com as demais empresas de adware sobre a exclusividade de exibir anúncios no computador do usuário. Outras empresas também faziam “torpedos” para remover o software da Direct Revenue, mas, devido à agressividade e técnicas obscuras que a empresa usava para “grudar” no sistema, esses torpedos dificilmente tinham sucesso. “Na guerra de adwares, só o programa mais durão e grudento sobrevive”, disse Reza Khan, ex-gerente de produtos da Direct Revenue, de acordo com o artigo.

Se você sabe inglês ou quer tentar uma ferramenta de tradução via web, o artigo com certeza vale o seu tempo.

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Escrito por Altieres Rohr

Jornalista e tradutor. Editor dos sites Linha Defensiva e Garagem 42 e colunista de Segurança Digital no portal G1 da Rede Globo.