Facebook (Foto: Divulgação)

Rede social já tem filial no Brasil, mas não atende a justiça brasileira. (Foto: Divulgação)

O Facebook está negando o cumprimento de ordens judiciais de tribunais brasileiros, como afirma o delegado e especialista em crimes cibernéticos, Emerson Wendt. No seu blog, o delegado postou uma resposta dada pela rede social a uma solicitação judicial brasileira.

O site afirma que “só atenderá aos pedidos de informações nos termos do Stored Communications Act”, uma lei norte-americana que obriga provedores de serviços a não revelar informações sobre seus usuários, exceto diante de uma solicitação da justiça.

O site afirma que só atenderá uma solicitação que chegue por meio do acordo de cooperação legal mútua. Esse tipo de solicitação precisa passar pelo Ministério da Justiça, leva meses para ser atendida e não cobre crimes menores, como calúnia e difamação.

A revelação de informações às autoridades sobre ordens judiciais é importante em diversos casos, como a obtenção de conteúdo ilegal que esteja bloqueado ou para informações de identificação de um internauta com nome falso.

A atitude do Facebook é a mesma adotada pelo Google quando o Orkut começou a receber solicitações da justiça. O Google afirmava que sua filial brasileira não tinha acesso aos dados, que eram de posse da matriz norte-americana. A posição da gigante de buscas se tornou insustentável quando a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, no Senado, encontrou diversos conteúdos ilegais na rede social.

O Facebook tem como seu vice-presidente para a América Latina o executivo Alexandre Hohagen, que trabalhava para o Google até sua contratação pelo Facebook no início de 2011.

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Escrito por Giovane Martins

Acadêmico de Filosofia - Licenciatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Bolsista de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sendo membro do grupo de pesquisas Filosofia e Interdisciplinaridade, sob a orientação do prof. Dr. Agemir Bavaresco. Realiza pesquisas nos seguintes temas: Opinião Pública, Democracia e Representação Política. É pesquisador do Centro de Estudos em Filosofia Americana (CEFA), sob a orientação do prof. Dr. Paulo Ghiraldelli Jr., participando do grupo de pesquisa Filosofia e Subjetividade, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), trabalhando com o tema da teoria das esferas do filósofo alemão Peter Sloterdijk. Membro do GT da ANPOF "Semiótica e Pragmatismo" e membro associado da The Richard Rorty Society. Site pessoal: http://www.giovanemartins.com.br/

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