Da arte ao medo

Escrever vírus era de fato uma arte. Poucos podiam. Havia evolução. Havia sede de conhecimento. Havia uma vontade de tentar algo novo.

Até hoje certos programadores de vírus conservam essa arte, criando pragas que dificilmente causam epidemais, mas que geralmente causam espanto entre os pesquisadores de vírus. Se você falar no Blaster e no Sasser numa sala cheia de Técnicos de Informática, a maioria vai saber do que você fala. Fale, porém, de ZMist. Você vai ver que poucos ali já ouviram falar ou o conhece. O ZMist é um malwares únicos: foi um dos maiores desafios que as companhias de antivírus já enfrentaram, mas não se tornou conhecido.

Do medo à comercialização ilegal

E os vírus, que causam medo nos usuários de computador no mundo todo, hoje são produtos de comércio. É possível, inclusive, encontrar anúncio de pessoas vendendo as pragas, principalmente os trojans que possuem backdoor instalado, pois estes então dariam ao comprador o controle dessas máquinas.

Mas o que esse comprador ganharia? Ganharia o que ele não pode conseguir facilmente. Você não vai conseguir um provedor de Internet que autorize
SPAM. Os spammers, por sua vez, precisam de computadores de outras pessoas para lançar os seus lixos.

Todos os Worms novos incluem um backdoor. Mais tarde quando o número de pessoas infectadas com ele é grande, você nota um tráfego estranho indo até ele. Esse tráfego na verdade são comandos para enviar SPAM ou derrubar um site.

Agora fazer vírus e worms é um mercado. Um mercado que busca se aproveitar do que é dos outros para se beneficiar. E tudo isso, logicamente, violando as leis e termos de serviços dos provedores do mundo todo.

Escrito por Altieres Rohr

Editor da Linha Defensiva.