Infectores de Arquivos

Os primeiros vírus com objetivos maliciosos surgiram em 1982. Só mais tarde que eles seriam uma dor de cabeça para os usuários e empresas usando computadores, até porque poucos tinham computadores em 1982.

Os primeiros vírus são os clássicos infectores de arquivos. Quem os faziam eram mestres da programação, pois estavam descobrindo algo novo, que ninguém fazia antes. Qualquer coisa era considerado uma evolução, os Anti-Vírus raramente precisavam de atualização, mas quando precisavam já estava quase na hora de trocar a versão do Anti-Vírus, pois o antigo não tinha capacidade para remover os novos vírus.

Os infectores de arquivos foram populares até os vírus aprenderem a infectar setores de Boot.

Infectores de Boot

Agora eles começaram a infectar os disquetes mais facilmente e não precisavam nem de um arquivo para fazer isso. Que evolução! Isso era um grave problema.

Os infectores de boot foram populares. Geralmente também infectavam arquivos. Ainda eram vírus complexos, feitos por verdadeiros “Black Hats”, programadores que realmente gostavam de fazer programas destrutivos.

Macros

Infectar arquivos do Word era uma boa idéia, pois estes eram muito comuns e a maioria das pessoas trocavam esse tipo de arquivo.

Por esse motivo os vírus de macro causaram as primeiras grandes epidemias. Mesmo assim, os vírus de Macro são mais simples que os de boot. Muito mais simples que os infectores de arquivos.

Os vírus de Macro aumentaram muito o número de vírus conhecidos pela sua simplicidade: você não precisava ser um gênio para fazer algo que causasse pânico.

Worms

O worm I-Love-You, ou LoveLetter, casou a uma epidemia mundial. Os vírus de Macro e Boot ficavam com vergonha perto dele.

Porém, não era a qualidade de programação. O I-Love-You foi feito em uma linguagem simples chamada VisualBasic Script. Muitos programadores a conhecem. Não foi um gênio que escreveu esse worm. Ao contrário do que acontecia antigamente, não havia nada que espantasse alguém. Havia, sim, um tipo de problema novo. Mas não era complexo.

Como nunca, fazer vírus era algo simples. Ferramentas para criar vírus e worms foram criadas. Qualquer um fazia seus bixinhos, muitas vezes para infectar um amigo.

Nem o Blaster e o Sasser, que também são Worms, representam algo de novo. Há anos certas pessoas invadem computadores usando falhas no sistema. Automatizar o processo é fácil, principalmente quando os outros já fizeram a parte difícil para você.

Escrito por Altieres Rohr

Jornalista e tradutor. Editor dos sites Linha Defensiva e Garagem 42 e colunista de Segurança Digital no portal G1 da Rede Globo.