Um grupo chamado de Coalizão Anti-Spyware quer definir padrões para a inclusão nas listas dos programas anti-spywares. A coalizão possui diversos membros importantes, como a McAfee e a Symantec, além de empresas que se envolvem com o problema desde o início, como a Lavasoft, desenvolvedora do Ad-Aware e a Safer Networking, que mantém o Spybot S&D.

As empresas que desenvolvem adwares são as mais interessadas por estes padrões. A Claria Corporation, conhecida pelos seus produtos Gator incluídos no popular programa P2P KaZaA, publicou um documento de 84 páginas onde ela pede por estes padrões.

O grupo acredita que, definindo estes padrões, é possível que as companhias que desenvolvem os adwares melhorem seus produtos, seguindo as regras ali definidas.

Alex Eckelberry, presidente da Sunbelt Software, empresa que desenvolve o CounterSpy, acredita que cada software deve possuir o seu padrão. Ele acredita que assim cada um pode ter liberdade de incluir ou não certos produtos e que o consumidor pode escolher o programa que melhor definir spywares. “O consumidor, armado de análises independentes, é que fará a decisão [de qual é o melhor]”, afirma Eckelberry.

Não é a primeira vez que tentam definir tais padrões. A COAST foi formada no ano passado com estes objetivos, mas depois que diversos desenvolvedores de spywares se juntaram ao grupo, o mesmo perdeu força e respeito, fazendo com que ele desaparecesse.

Os primeiros rascunhos elaborados pela coalizão para definir os padrões já estão prontos e devem ser pubilicados em breve.

Escrito por Altieres Rohr

Jornalista e tradutor. Editor dos sites Linha Defensiva e Garagem 42 e colunista de Segurança Digital no portal G1 da Rede Globo.