Analisar uma rede Wi-Fi e interceptar dados de chamadas de celulares são algumas das funções realizadas por um pequeno não tripulado criado por dois pesquisadores de segurança e apresentado essa semana na BlackHat, em Las Vegas.

Chamado de WASP (Wireless Aerial Surveillance Platform – Plataforma Aérea Vigilante de Wi-Fi), o pequeno espião aéreo surgiu da modificação de um FMQ-117B, um mini-avião operado por controle remoto usado pelo exército norte-americano para treino das equipes de defesa antiaérea. Ele é criação  dos pesquisadores de segurança Richard Perkins e Mike Tassey.

Por ser usado como alvo e, portanto, ser descartável, seu custo é baixo. Segundo os pesquisadores, o projeto todo custou seis mil dólares, e foi realizado para demonstrar que é possível desviar a função de um equipamento para esse tipo de ação, alertando para seu possível junto a essas tecnologia para a captura de dados.

De acordo com os realizadores do projeto, você não precisa ser um expert para construir um WASP. Os componentes podem ser adquiridos de forma fácil no mercado e o sistema operacional é baseado em Linux. Eleaeromodelo funciona com rede 4G e possui os softwares adequados para realizar suas ações. O WASP ainda pode receber comandos através da internet.

Como o WASP espiona seus alvos?

Como um avião espião, o WASP pode voar sobre seus alvos a uma altitude de até sete quilômetros, onde fica difícil um radar encontrar sua presença. Estando a ponto de seu alvo o modelo pode capturar ligações feitas entre celulares GSM e até mesmo as comunicações realizadas entre esses dispositivos por Bluetooth (que é uma “conversa” de rádio).

Em relação a um computador, o avião conta com uma ferramenta de “sniffing”, capaz de capturar todos os dados  mandados por redes Wi-Fi, além de um dicionário com pelo menos 340 milhões de palavras para tentar realizar ataques de força bruta (adivinhação de senhas) em redes protegidas. No entanto, uma rede com uma senha forte o suficiente ainda não conseguirá ser acessada pelo WASP.

Outras utilizações

“É difícil impedir que alguma coisa que está voando chegue até onde você está”, afirmou Tassy, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto.

Porém, além de ter usos como um espião usado por exércitos ou para espionagem industrial, o WASP também pode ser útil para criar redes de emergência em áreas atingidas por desastres naturais, ou mesmo equipamento com software de reconhecimento visual para realizar a busca de pessoas que se perderam em locais de difícil acesso.

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Escrito por engineerbr

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